Descubra, passo a passo, como transformar dados em vendas reais usando um CRM, automações e testes inteligentes ao longo da jornada do cliente.​

Descubra, passo a passo, como transformar dados em vendas reais usando um CRM, automações e testes inteligentes ao longo da jornada do cliente.​

Em vez de falar de teoria, eu pego um negócio real, abro o CRM e mostro como penso cada etapa da jornada: do primeiro contato até o momento da compra.​
Você vai ver como desenhar essas etapas, automatizar contato por WhatsApp e usar os dados para ajustar tudo depois, sem achismo.​


O que é jornada do cliente na prática

Jornada é todo o caminho: quando a pessoa vê um anúncio, clica, entra em contato, testa o produto, compra, recompra ou indica alguém.​
Você pode criar jornadas diferentes: antes de virar cliente, pós-compra, para quem comprou duas vezes, para quem parou no meio do caminho; as possibilidades são praticamente infinitas quando os dados estão organizados.​

No exemplo do vídeo, eu foco em uma jornada específica:

  • do momento em que o contato entra no CRM
  • até o fim de um teste de 7 dias de um aplicativo, quando ele decide comprar ou não.​

Etapa 1: boas-vindas e qualificação

O primeiro passo que eu crio no CRM é uma etapa de boas-vindas.​
Aqui o objetivo não é vender, é entender se a pessoa:

  • chegou no lugar certo
  • entendeu o produto/serviço
  • realmente precisa daquilo que viu no anúncio, site, vídeo, panfleto ou outdoor.​

Nesse contato inicial, a mensagem:

  • apresenta a empresa
  • explica rapidamente o que o produto faz
  • oferece ajuda, caso a pessoa tenha dúvida.​

Se essa etapa filtra bem, você passa a trabalhar apenas com contatos qualificados de marketing: gente que veio do anúncio, entendeu a oferta e está interessada.​


Etapa 2: jornada de 7 dias com lembretes estratégicos

No exemplo do app, o cliente tem 7 dias gratuitos para testar.​
A meta é simples: fazer a pessoa usar o app, porque lead que não testa é dinheiro jogado fora.

Desenho assim no papel (e depois levo para o CRM):

  • Dia 0: mensagem de boas-vindas, explicando o app e oferecendo suporte.​
  • Dias 1 a 6: lembretes diários para usar o app, variando horários para descobrir quando ele responde e engaja melhor.​

Em vez de mandar sempre “bom dia”, eu crio uma sequência com três horários diferentes:​

  • bom dia
  • boa tarde (horário de almoço)
  • boa noite

E distribuo isso ao longo de 6 dias, testando combinações:

  • manhã, tarde e noite em dias diferentes
  • para entender em qual janela o usuário mais responde e ativa o app.​

No dia 7, o último dia de teste, entra uma mensagem com chamada clara para compra (o famoso CTA): convidando o usuário a assinar se o app está ajudando ele a evitar multas.​


Etapa 3: do papel para a automação (CRM + WhatsApp)

Depois de desenhar a jornada no papel, eu levo isso para as ferramentas.​

  1. No CRM (como o PipeRun, que eu uso) crio:
    • as etapas do funil (boas-vindas, dia 1, dia 2, … dia 7, etc.)
    • a automação que dispara algo quando o lead entra numa etapa específica.​
  2. Na ferramenta de comunicação (como a SwiftBot):
    • crio os templates de mensagem: boas-vindas, bom dia dia 1, lembretes, CTA do sétimo dia.​
    • organizo esses templates em uma sequência automática.​
  3. Conecto uma coisa à outra por webhook:
    • o CRM manda os dados para a SwiftBot via URL
    • a SwiftBot dispara a mensagem certa, na hora certa, no WhatsApp.​

Você não precisa saber programar: é basicamente copiar e colar URL, configurar horários e salvar.​


Por que automatizar: volume e performance

Na prática, sem automação, essa estratégia não escala.​
Com 10 leads por dia, em poucos dias você passa a ter 100, 200 pessoas em etapas diferentes, e nenhuma pessoa sozinha consegue dar conta de fazer tudo manualmente com qualidade.​

Com automação, você garante que:

  • todo mundo receba boas-vindas
  • ninguém esqueça de usar o app
  • os lembretes saiam nos horários certos
  • o CTA final seja enviado antes do fim do teste.​

A pessoa que atende não perde tempo com tarefa repetitiva e pode focar no que exige conversa real e fechamento.​


O que os dados vão te mostrar

Depois de rodar essa jornada, você começa a olhar para os dados em vez de “achismo”.​

Você passa a enxergar:

  • em qual etapa as pessoas travam (ex.: param na etapa 3 e somem)
  • em quais horários elas mais respondem (manhã, almoço ou noite)
  • se pedem muita ajuda no começo (problema no produto ou na comunicação)
  • quanto entra no topo (boas-vindas) e quanto chega no fim (compra): sua taxa de conversão.​

A partir disso, você decide:

  • se precisa educar melhor o cliente nas primeiras mensagens
  • se deve mudar o horário dos disparos
  • se o problema está no app/produto e não no marketing.​

Quando a taxa de compra está boa, você pode criar um novo funil:

  • para indicação
  • para segunda compra (upsell, cross-sell, renovação).​

Aplicando essa lógica no seu negócio

O modelo funciona para qualquer negócio que tenha:

  • lead entrando todos os dias
  • mais de uma etapa até a venda
  • possibilidade de contato por WhatsApp, e-mail ou outro canal digital.​

O passo a passo é:

  1. Desenhar a jornada no papel (etapas e mensagens por etapa).
  2. Criar essas etapas no seu CRM.
  3. Definir gatilhos: quando e por que cada mensagem vai sair.
  4. Conectar CRM com a ferramenta de disparo (via webhook ou integração nativa).
  5. Rodar, medir e ajustar com base nos dados — não na intuição.​

Quando você entende onde o cliente para, onde responde, quando compra e por que não compra, fica muito mais fácil aumentar vendas sem necessariamente aumentar o investimento em tráfego.​

No fim, essa é a ideia central: usar dados da jornada para decidir o que fazer, e não “só” ser criativo nas campanhas.​

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